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O conceito prevê a união de um cilindro de titânio ao osso vital, com a capacidade de receber carga funcional sem que ocorra quebra da junção. Em outras palavras, o implante osseointegrado é um cilindro de titânio colocado no interior do osso (da mandíbula, no caso inferior, e da maxila, no superior) através de cirurgia. O cilindro funciona como raiz do dente e sobre ele se conecta um pilar artificial. Sobre o pilar vem uma peça protética que toma o lugar do dente. Vale ressaltar que o titânio para fabricar implantes orais é biocompatível: pode ficar no organismo humano sem reações indesejáveis ou rejeição. Implantes realizados por especialistas têm média superior a 95% de implantes bem-sucedidos.

Implantes de Carga Imediata

 

Nessa situação, os implantes são instalados e, horas depois ou no máximo em três dias, a prótese definitiva é colocada sobre eles. Dra. Camille Vanini adverte que a carga imediata resolve em situações específicas. "O osso tem de ser apropriado para quando o implante for instalado haver uma estabilidade mínima, caso contrário o enxerto é um recurso", declara. "Dá para fazer, mas pode diminuir a previsibilidade de sucesso" e seus custos são maiores completa. Porém, sempre que possível é o melhor para o paciente, pois devolve qualidade de vida em menor tempo. E não adianta se engana paciência e cuidados são necessários.

 

 

A técnica do implante por si está dominada. O atual desafio se concentra na reconstrução de áreas para pessoas com pouco suporte ósseo. Os tipos de enxerto, entretanto, variam e só podem ser definidos por análises individuais. Quando bem realizados - por profissionais que garantam condições para a carga funcional em conjunto com próteses bem confeccionadas e ajustadas -, os implantes têm longa duração. Aumentam a força mastigatória, melhoram a estética e oferecem segurança para sorrir e falar, levando ao aumento da auto-estima. Como se mostram bastante positivos na relação custo-benefício, os implantes devem ser feitos com paciência e planejamento.

 

Riscos

 

Drª Camille Vanini nota que, no casos de comprometimento de saúde geral como diabetes, hipertensão, cardiopatias é preciso que o paciente seja acompanhado pelo médico e o dentista para que o seu quadro seja controlado. Visando proporcionar ao paciente todos os níveis de atenção a Clínica Vanini oferece uma equipe multidisciplinar com especialista na área e médico, Dr. Gutemberg Vanini Tupinambá que acompanha pacientes que necessitam de atenção especial . "Tem de ter um cuidado maior, porque o risco de inflamação prejudica a osseointegração." Também para quem sofre de disfunções cardíacas sérias, é costume se pedir uma avaliação do médico.

No caso de fumantes, o tabaco acarreta falta de irrigação sangüínea periférica, o que pode afetar a formação do osso. No consultório, os fumantes são aconselhados a largar o vício para garantia de resultados. "Indicamos até a equipe para ajudar o paciente a abandonar o cigarro"

Implantes dentários: a terceira dentição?

Quando nos faltam um ou mais dentes, falta-nos também a auto estima, pois sentimos dificuldade para falar, mastigar e desfrutar nossas comidas prediletas. Nossa aparência, então, nem se fale: no passado, a Odontologia tentava, de todas as maneiras possíveis manter uma raiz dentária já um tanto debilitada com o tratamento de canal.

No entanto, muitas dessas tentativas fracassavam e acabavam resultando na perda do dente. Substituí-lo por próteses fixas levava ao sacrifício dos dentes saudáveis adjacentes, que eram desgastados.

Quando a opção era a prótese removível, restava o desconforto de serem instáveis, muitas vezes exigindo o uso de adesivos pegajosos.

 

O fato é um só: como é difícil imitar a natureza! Conseguir conceber um sistema perfeito como é o sistema dentário, com estabilidade, capaz de suportar as forças da mastigação e, ainda por cima, ser contornado por um sistema gengival saudável, enfim obter uma implantação óssea firme e robusta é façanha das mais árduas.

 

As pressões que o dente sofre

 

Em geral, a primeira impressão que se tem do dente é que ele tem uma vida sedentária, vale dizer, estagnada e parada dentro de seu hábitat natural, que é a boca. Isso, no entanto, está longe de ser verdade, eis que a vida dentária é muito movimentada e, além do mais, sofre muitas pressões dentro do universo bucal.

 

O dente tem sua raiz implantada no alvéolo, um agradável espaço ósseo, acolchoado de fibras, que o ajuda a suportar as pressões do dia-a-dia. Esta condição permite uma certa mobilidade do dente no osso, formando uma articulação, diversa de todas as encontradas no organismo, que é a articulação alvéolo-dental, chamada gonfose.

 

O dente, portanto, não está fixado no alvéolo como um prego na parede, mas, ao contrário, apresenta uma calculada mobilidade. As fibras que atapetam o alvéolo formam um sistema que dissipa as forças pesadas da mastigação para o osso alveolar, amortecendo os impactos. Há uma variedade de forças, as quais provocam pressões sobre os dentes, vindas de várias direções, em quantidade e duração diferentes.

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