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O que é tratamento endodôntico?

 

Antes de definirmos o que é o tratamento endondôntico, iremos discutir sobre as partes que compõem o dente. Podemos dividir o dente em duas partes básicas: coroa e raiz, sendo a coroa a porção que visualizamos e a raiz a que fica no interior do osso. Alguns dentes possuem uma única raiz e outros possuem até 4 raizes. Os tecidos que compõem essas duas estruturas são o esmalte, dentina e polpa (que é o nervo e a vascularização sanguinea do dente), dentre outros. Na figura abaixo podemos visualizar cada uma dessas estruturas citadas.

O tratamento endodôntico ou de canal é a remoção da polpa inflamada ou necrosada (morta), limpeza do canal e colocação de um material obturador para preencher o espaço vazio. As causas mais comuns para necessidade de tratamento endodôntico são cáries profundas, traumatismos dentários, fratura de dentes e colocação de pinos para próteses.

Uma vez que a polpa estiver inflamada ou necrosada há uma necessidade de realizar o tratamento endodôntico o mais brevemente possível, pois podem ocorrer processos de dor intensa com inchaço na face, na gengiva e em casos mais graves no pescoço. Esses inchaços são conhecidos como abscessos que são acúmulo de pus no interior do osso, se localizam no final da raiz e promovem reabsorção do osso e até mesmo do próprio dente. Esses abscessos quando não tratados podem levar ao processo de fístula que aparece como uma "bolinha" na gengiva e ocorre uma drenagem desse pus. De acordo com a Dra Katiúscia, casos mais graves de abscessos não drenam e podem ocasionar graves complicações ou até mesmo a morte, sendo necessária intervenção rápida.

O tratamento endodôntico é realizado em várias sessões ou até mesmo uma única sessão, dependendo do caso, da quantidade de canais e se a polpa estiver necrosada ou só inflamada. Na grande maioria das vezes ocorre em 2 sessões, sendo colocado entre essas uma medicação dentro do dente e feita uma restauração provisória.

Como é realizado o tratamento endodôntico e qual a sua duração?

É realizada a abertura coronária, ou seja, a ampliação de uma cavidade já existente, a remoção de cáries e/ou restaurações fraturadas ou até mesmo realizar uma abertura na coroa.

A polpa é removida com ajuda de limas, agentes para irrigação e desinfecção dos canais e modelado até a completa limpeza.

Os canais são preenchidos com um material obturador e feita a restauração definitiva.

Esses procedimentos são realizados nessa ordem caso seja realizado o tratamento endodôntico em uma única sessão. Se houver a necessidade de mais de uma sessão para completar o tratamento será colocada uma medicação intracanal e feita uma restauração provisória. A Dra. Katiúscia Nunes afirma a importância da manutenção dessa restauração na cavidade entre as sessões clínicas: "a restauração provisória deve se manter intacta entre as sessões para que o procedimento realizado até o momento não seja perdido. A função da restauração seja ela definitiva ou provisória é manter o correto selamento da cavidade, logo, se a restauração cair, fraturar ou se deslocar o paciente deve procurar imediatamente o dentista e não esperar até a próxima consulta."

A duração de um dente tratado endodonticamente é relativa, pois depende de diversos fatores. Dentre esses fatores o mais importante é a boa higiene oral para evitar novas cáries, consultas regulares ao dentista para realização de radiografias para controle do sucesso do tratamento e a colocação de coroas ou restaurações definitivas o mais brevemente possível. "Muitos pacientes realizam o tratamento endodôntico e permanecem por meses com a restauração provisória, isso é um grave erro, pois o próprio nome já diz que a restauração é provisória e em algum momento irá falhar no seu selamento. É de fundamental importância a realização da restauração definitiva para aumentar o sucesso do tratamento" diz a Dra. Katiúscia Nunes.